A era espacial começava a dar os seus passos, e a economia mundial indiciava os primeiros sinais de florescência depois da depressão causada pelo segundo conflito bélico à escala mundial. Todos aguardavam já com os olhos na televisão a chegada dos anos 60, e pouco mais tarde o homem estava a caminho da Lua, os Jetsons davam através dos desenhos animados de como seria a vida no futuro, e a influência da euforia da descoberta do espaço alastrava até ao design de objectos domésticos como as torradeiras e os secadores de cabelo, sem esquecer os liquificadores (entre tantos outros objectos de uso quotidiano). Dentro de toda esta aura a inspiração do design automóvel acabaria por ser levada de arrasto para esta nova corrente estética.
Desenhado por Pininfarina, o X, foi concebido com o propósito de testar na práctica os limites da aerodinâmica, sendo todavia um golpe ainda mais arrojado com todo o tipo de berlinas familiares lançadas até então. Poderá parecer um triciclo, mas no entanto o modelo X tem 4 rodas, sendo que uma na dianteira (responsável pela direcção) duas no meio, e uma outra na traseira, dando ao seu chassis uma configuração em X quando visto da parte inferior. O motor escolhido era de origem FIAT com 1100cc de cilindrada e capaz de debitar uns simpáticos (à epoca) 43cv de potência, motorização insuficiente para colocar esta pequena máquina em órbita, mas suficientes para a deslocação veloz desta forma esbelta, já que o seu coeficiente de resistência aerodinâmica é de apenas 0,23, ou seja, inferior ao do Toyota Prius (um dos mais baixos dos veículos de grande produção).
Apenas um exemplar foi construído, já que os temerários construtores com os quais Pininfarina estabeleceu contacto a fim de incubarem a sua ideia refutaram a ideia, visto tratar-se de um golpe demasiado arrojado pela sua inovação.
Hoje, o modelo encontra-se à venda por 1,5 milhõs de dólares, pouco depois de ter sido adquirido em leilão pelo dobro do preço.



