A auto-estrada mais cara de Portugal

Em tempo de discussão de SCUTS e pagamento de portagens há uma auto-estrada que merece igualmente a atenção. A A21 que liga a A8 (nó da Venda do Pinheiro) à Ericeira (passando pela Malveira e Mafra, a sede do concelho) é a auto estrada com a tarifa de portagens mais cara do país.

Depois de anos em que o acesso à auto estrada era taxado a 60 cêntimos, agora a tarifa aplicada calcula-se em cerca de 10 cêntimos por quilómetro, um valor gritante já que a Câmara Municipal de Mafra suprimiu algumas das alternativas à sofrível rede viária do concelho que permitia a ligação desta zona do Litoral Oeste, tendo agravado os problemas de fluidez que se faziam já sentir antes da construção desta estrada.

A A21, foi construída pela Câmara Municipal de Mafra que detém a sua exploração através da empresa municipal Mafratlântico, e as taxas de ligação desde a sede de concelho – Mafra- à A8 ascendem aos 1,50 euros, enquanto que a ligação Ericeira – A8 ascende ao astronómico valor de 2,10 euros.

Muita tinta correu sobre este assunto nos principais media nacionais, e a concessionária da A21 afirma que anteriormente a rodovia possuía um prejuízo que ascendia aos 30mil euros diários referentes a serviços de manutenção de infraestruturas.

As vozes de protesto que se fizeram sentir não serviram no entanto para demover a Câmara Municipal de Mafra, que se debate agora com níveis reduzidos em termos de tráfego na Auto Estrada em que empenhou grande parte do seu já reduzido orçamento, já que o preço é demasiado elevado para quem necessite de utilizar de forma quotidiana esta via de comunicação. Todavia, os automobilistas foram forçados a utilizar, por motivos meramente económicos, a saturada e perigosa rede viária nacional e municipal, obsoleta, neglicenciada e esquecida em termos de sinalização – vertical e horizontal – e em nada beneficiando as populações que estradas como a N116 , N8 e N9.

LINKS COM + INFORMAÇÕES:

Petição por taxas de portagem mais justas na A21

Noticia do Jornal Público

Notícia do Jornal I

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *