Depois de meses de especulações e suposições foi finalmente revelado o traçado do futuro circuito que será palco do Grande Prémio de Fórmula 1 dos Estados Unidos de 2012 a 2021 ( ou seja, ao longo de quase uma década). Localizado em Austin (no petro-estado do Texas) a pista foi concebida pela empresa alemã Tilke GmbH, um gabinete de engenheiros e arquitectos especializados na concepção de traçados de circuitos para desportos motorizados.
Para Tavo Hellmund, o CEO do comité organizador do Grande Prémio de F1 dos Estados Unidos «o desenho desta pista representa uma revolução nos moldes actuais em que competem os monolugares de F1 não apenas pelo traçado mas pela sua topografia variada».
Como referência histórica, recorde-se que o Grande Prémio dos Estados Unidos em Fórmula 1 já se disputa há varios anos, mais concretamente desde 1959, onde Bruce McLaren venceu no traçado de Sebring ao volante de um Cooper Climax, em 1960 seria Stirling Moss a alcançar o lugar mais alto do pódioaos comandos de um Lotus Climax no traçado de Riverside. Seguiram-se 20 Grandes Prémios de F1 na pista de Watkins Glen (de 1961 a 1980) e que assistiram aos triunfos de pilotos lendários como Jim Clark, Graham Hill, François Cevert, Jackie Stewart, Jochen Rindt, Niki Lauda, Emerson Fittipaldi e Gilles Villeneuve, entre outros.
De 1981 a 1988 o grande circo da F1 não se deslocaria aos Estados Unidos, com o regresso a acontecer em 1989 e ao longo de três anos (até 1992) no circuito urbano de Phoenix. Grandes Prémios vencidos pela McLaren Honda que primeiro com Alain Prost, e nos dois anos seguintes com Ayrton Senna. Phoenix foi igualmente a prova de estreia de Pedro Matos Chaves (o segundo piloto português, depois de Nicha Cabral, na Fórmula 1). Ao volante de um Coloni, Matos Chaves marcaria presença em mais 12 Grandes Prémios de F1 sem nunca lograr a passagem das qualificações para infortúnio do português.
O período compreendido entre 1992 e 1999 viu igualmente os monolugares de F1 afastados das pistas norte-americanas, para o regresso em 2000 à Meca do automobilismo norte-americano: Indianapolis. Ao longo de 7 anos, a Ferrari foi a marca mais vitoriosa com o alemão Michael Schumacher a conseguir 5 vitórias (2000, 2003, 2004, 2005 e 2006). Rubens Barrichello também venceu ao volante de um Ferrari em 2002 . 2006 seria igualmente o ano de um português (Tiago Monteiro) conseguir subir ao pódio (3º lugar) num Grande Prémio marcado pelo boicote de alguns pilotos mediante uma polémica que envolveu ainda as equipas e os construtores de pneus. A McLaren Mercedes saiu vitoriosa de Indianapolis em 2001 com o finlandês Mikka Hakkinen e em 2007 já com o seu ‘pupilo’ Lewis Hamilton.
Em termos de equipas a Ferrari foi a que mais vezes venceu em território Norte Americano com 9 vitórias seguida pela Lotus (8) e McLaren (7). Quanto a pilotos Michael Schumacher superioriza-se nas estatísticas com cinco vitórias, enquanto que, por sua vez, Graham Hill e Jim Clark conseguiram apenas 3 triunfos.
O novo traçado de Austin terá 5,1km de extensão, e depois de Spa e Suzuka será a terceira pista com mais variações de elevação. Em termos de desenho do traçado, e segundo o arquitecto responsável pelo projecto, as pistas de Silverstone, Hockenheim e Istambul Park serviram de inspiração (claramente visível no gráfico abaixo).
QUADRO RESUMO DOS GRANDES PRÉMIOS DOS ESTADOS UNIDOS
