Segundo noticiámos aqui, e motivado pela escalada injustificada dos preços dos combustíveis em Portugal (e segundo as mais recentes notícias, não está prevista qualquer descida até ao Verão) está a decorrer um boicote ao abastecimento nos postos das gasolineiras das principais marcas (Galp, BP, Repsol, Total, Cepsa) com vista à manifestação do descontentamento dos consumidores portugueses.

A página do boicote, que pode ser acedida através do Facebook, assenta sobre considerações económicas importantes, e que podem ser deduzidas através de cálculos simples efectuados já em notícias da TVI e jornal Expresso (que podem ser aqui e aqui consultadas), conta já com mais de 87 mil aderentes, o que representa um retorno em termos de consciencialização bastante significativo.

Com a principal rede social, o Facebook, a permitir a troca salutar de opiniões no mural deste evento, pudemos constatar que os portugueses consideram ‘inúteis’ a subsidiação através do preço dos combustíveis dos planos de fidelização de clientes (programas de pontos), acções de patrocínio e sponsorização (selecção nacional entre outras) e campanhas publicitárias. Descontentamento evidente causado pela situação precária em termos económicos em que o país se encontra, e para o qual os consumidores não conseguem encontrar motivo racional que justifique a falta de compreensão dos responsáveis das principais marcas de combustíveis a operar em Portugal, ou seja, a opção pelas marcas brancas, onde o preço por litro é já em média 14cêntimos por litro inferior ao das marcas tradicionais (Galp, BP, Repsol, Cepsa e Total), preferindo aguardar em filas que rondam os 10 a 15min de espera para abastecer.

Se no Norte de Portugal as marcas de combustíveis de linha branca, levadas até ao consumidor por algumas cadeias de supermercados (Jumbo, Continente, E.Leclerc e Intermarché), propõem uma oferta superior em termos de localização de postos (recorde-se que na zona do Grande Porto há cerca de 8 postos) na Grande Lisboa a escolha recai quase exclusivamente nos postos do Jumbo de Alfragide, Alverca, Almada e Cascais,  existindo alguns postos dispersos pertencentes à cadeia E.Leclerc e Intermarché, ou seja, uma área territorial à qual se encontra afecta uma enorme densidade populacional sem uma grande oferta dos combustíveis das ditas marcas brancas.

Resumindo, cabe a cada um de nós, consumidores, fazer a diferença e marcar a nossa posição aderindo a este protesto, que já levou a cabo uma iniciativa semelhante em 2008 e que causou avultados prejuízos nas principais petrolíferas a operar em Portugal, tendo motivado a tão almejada descida de preços.

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