Uma das maiores colecções de automóveis antigos do mundo é pertença do famoso estilista norte-americano Ralph Lauren. Proprietário de uma marca rapidamente identificada com exclusividade e distinção, Ralph Lauren cedeu para exposição a sua colecção de automóveis – com datas compreendidas entre a década de 30 até aos dias de hoje. A exposição terá lugar no Museu de Artes Decorativas de Paris, com a exposição a ter lugar entre 28 de Abril e 28 de Agosto deste ano.
17 carros excepcionais, escolhidos pelo conservador Rodolphe Rapetti, num cenário da responsabilidade do arquitecto Jean-Michel Wilmotte, abordam as fases mais significativas da indústria automóvel Europeia. Segundo Ralph Lauren «esta colecção contribui para que o automóvel seja considerado uma forma de arte através das contribuições legadas por marcas como Bugatti, Alfa Romeo, Bentley, Mercedes-Benz, Jaguar, Porsche, às quais se junta o expoente máximo Ferrari.»
Em 1970, o Museu de Artes Decorativas havia já apresentado uma selecção de veículos de competição intitulada “Bolides Design.” em que um júri constituído por diversos designers, artistas, fotógrafos e cineastas que escolheram os modelos capazes de transmitir aos visitantes uma sensação acrescida de o automóvel se tratar de um exercício de arte, um objecto de design, mostrando que a técnica e a arte, cada uma ao seu nível, são expressões do Homem e demonstram a sua relação com o design.
A colecção de Ralph Lauren pode ser vista mediante o mesmo prisma. Pacientemente constituída ao longo de várias décadas pelo designer de moda norte-americano numa sede de velocidade e performance, inclui as mais extraordinárias jóias da coroa da História Automóvel Europeia, sendo a beleza um denominador comum e fio condutor entre as diversas eras dos exemplares que compõem esta excepcional colecção.
A colecção exibe modelos como Bentley ”Blower” (1929), Ferrari 250 GTO (1962), Mercedes 300 SL (1955) e Jaguar “D type” cuja barbatana traseira a lembrar um tubarão deixou um rasto vitorioso em Le Mans no triénio 1955, 1956 e 1957. Todavia a grande coqueluche da colecção é o Bugatti Atlantic (1938), modelo que conheceu apenas quatro unidades produzidas e das quais restam apenas duas unidades sobreviventes, representando a evolução de estilos e técnicas na estrada, numa verdadeira obra de joalharia automóvel, e que continua a servir de inspiração para muitos designers de automóveis das mais diversas marcas. Ainda em relação ao Bugatti 57 C Atlantic, pode mesmo ser considerado o automóvel mais caro do mundo conforme já aqui escrevemos sobre a outra unidade sobrevivente, e que foi leiloada recentemente.

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