O gasóleo é um combustível com tendência a caír em desuso. Os motores Diesel, depois de terem sofrido acelarada evolução no decorrer da última década com escaladas de potência, binário, e economia de combustível, são quase exclusivamente utilizados pelos cidadãos europeus. América do Norte e China são consumidores ávidos de automóveis a gasolina.
A redução dos trajetos médios percorridos pelos condutores no continente europeu também está na origem desta queda da procura dos motores a gasóleo, mais onerosos nos momentos de aquisição e manutenção. Os condutores europeus além de terem os combustíveis mais caros a nível mundial estão a braços com uma forte crise com reflexos agudos na quebra do poder de compra, encontrando-se em acelarada adaptação a modos de vida cada vez mais austeros.
Hoje em dia basta ver as diferenças de preço de um carro a gasolina e de um Diesel para facilmente conseguir chegar à conclusão que o prazo de amortização (em quilómetros) está cada vez mais longe. A média de 120.000 km indica que é necessário totalizar esta distância no conta-quilómetros para conseguir abater a diferença (grande) que separa estes dois tipos de automóveis.
Os atuais automóveis a gasóleo, concentrados de refinamento tecnológico, são quase que inadequados a uma utilização puramente citadina ou urbana, já que é necessário efetuar a regeneração dos elementos do filtro de partículas dos motores da mais recente geração. (ler aqui os cuidados a ter com os filtros de partículas dos Diesel modernos).
A entrada da norma anti-poluição Euro 6 virá ainda asfixiar mais as vendas de automóveis deste tipo. Este regulamento europeu tem em vista uma redução importante das emissões dos óxidos de azoto dos motores. Esta medida terá importante peso nas contas dos construtores que terão de incluír ainda mais tecnologia nos seus automóveis de forma a não prejudicar performances, ou seja o reflexo no preço será ainda mais penalizador para os motores a gasóleo.
