Para os passageiros em trânsito no aeroporto de Hamburgo (Alemanha) a presença de um Porsche 356 é motivo de espanto. A loja Heinemann Duty Free tem à venda um Porsche 356-A 1600 Convertible D entre os seus artigos orientados para homens que conta entre eles com um motor de um F1 utilizado por Michael Schumacher (cortesia do Museu Automóvel Prototyp de Hamburgo) a par de menos insólitas e mais económicas miniaturas de automóveis. O Porsche 356 está à venda por €159,800 e a responsabilidade é do stand especializado em clássicos e raridades automóveis E. Thiesen.
FONTE:[Moodiereport]
O Datsun 1200 foi um modelo com prestações assinaláveis na sua altura, tendo alcançado marcos de sucesso no nosso país em termos de corridas de velocidade ou até mesmo em provas de estrada como os ralis, tendo mesmo sido escola para pilotos que conseguiram resultados dignos de relevo como Joaquim Moutinho, Joaquim Santos entre tantos outros na década de 70. Mas o Datsun 1200 White Zombie é um modelo muito especial, construído por John “Plasma Boy” Wayland que retirou o velho motor 1200 de 1972 e colocou um pack de baterias de iões de lítio capaz de alimentar com um potencial de 355.2 volts o motor de cerca de 2000amperes.
O resultado foi uma máquina assustadora em termos de binário, capaz de cilindrar o superdesportivo equipado com o mais moderno motor de combustão intera, graças ao seu binário elevadíssimo, este Datsun 1200 White Zombie é capaz de atingir os 100km/h em apenas…. 2 segundos!! Sendo igualmente capaz de atingir os 400m a mais de 170km/h em apenas 10,4segundos!
No vídeo que reproduzimos abaixo, podemos ver o pequeno Datsun 1200 eléctrico a fazer juz ao seu nome de White Zombie, batendo no Portland International Raceway no estado do Oregon (Estados Unidos) um potente Nissan Gt-R.
Se desejar saber mais informações sobre o Datsun 1200 White Zombie clique nas seguintes ligações: Wired’s Autotopia e Plasma Boy Racing, assim perceberá melhor o caminho para o estrelato deste pequeno popular japonês!
Desde os veículos puxados por cavalos que desempenhavam funções no tempo da Monarquia Constitucional, passando pelos imponentes descapotáveis da ditadura do Estado Novo, e finalizando nos capitalistas topos de gama do pós-25 de Abril, o Museu da Electricidade, em Lisboa, é o local onde podem ser vistos estas máquinas até Outubro no culminar de uma exposição itinerante levada a cabo pelo Museu da Presidência da República.
Na exposição podem ser vistas algumas raridades do mundo automóvel, como é exemplo um Cadillac Sixty Two Eldorado azul claro descapotável, de 1954 (ilustrado na foto) pintado de preto para a Presidência da República e que voltou à cor original quando posteriormente foi adquirido por um privado.
A exposição do Museu da Presidência da República destaca ainda viaturas de carácter raríssimo como por exemplo o Mercedes blindado utilizado pelo marechal Carmona, bem como o luxuoso Rolls Royce Phantom III, preto e descapotável, comprado de propósito por Oliveira Salazar para receber a rainha de Inglaterra, Isabel II, em 1957, ou o coupé espanhol Pégaso, de 1953, um automóvel raro e excepcional oferecido pelo general Franco ao marechal Craveiro Lopes, durante uma visita de Estado.
Para além destes veículos antigos de meados do século XX – onde se incluem um Porsche 356 da brigada de trânsito da GNR, de 1958, o segundo exemplar já que o primeiro oferecido pelos alemães ficou irrecuperável num acidente de viação tendo este modelo sido adquirido alguns meses depois em segunda mão. É ainda possível ver no Museu da Electricidade alguns modelos mais recentes, tal como o Citröen CX 25 Athena comprado no primeiro mandato de Mário Soares, em 1986, o Audi A8 de Jorge Sampaio, de 2000, feito de encomenda e assentando sobre um chassis 20cm mais comprido do que o modelo comercial.
A exposição dos Carros da Presidência da República pode ser visitada no Museu da Electricidade em Lisboa, até 16 de Outubro no horário normal de funcionamento do museu (encerrado ás segundas feiras).
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O anúncio oficial aconteceu durante o festival da velocidade de Goodwood deste ano: o regresso da Alvis será uma breve realidade e o modelo a produzir será o 4.3 litros de 1930.
Os desenhos originais serão utilizados, agora com recurso à mais moderna tecnologia de desenho assistido por computador (CAD/CAM) já que a empresa Red Triangle, especializada na manutenção dos carros desta extinta marca britânica do pré-guerra, adquiriu a marca e as patentes da Alvis. A Red Triangle, teve acesso ás minutas da produção da Alvis e concluiu que 77 chassis que estavam oficialmente destinados à montagem de carros nunca chegaram a ser terminados já que a produção foi suspensa em 1940. A nova Alvis Car Company anunciou em Goodwood (Inglaterra) por alturas do Festival daVelocidade e mostrou um chassis e um motor 4.3 litros novo.Estes são os primeiros passos para o renascimento de um modelo que não era produzido há 71 anos, o Alvis 4.3 litros.
À época, o Alvis 4.3 era o carro mais rápido sem compressor, e a sua continuidade fará com que esta história permaneça viva. O seu motor, de 4.3 litros de cilindrada como o próprio nome indica, tem seis cilindros e será exactamente igual ao modelo de 1936 em termos de características e qualidade, se bem que tenham de ser adoptadas algumas tecnologias modernas de forma a que sejam cumpridas as normas ambientais relativamente ás emissões de gases de escape. Todavia, recorrendo a uma gestão electrónica do motor bem como à injecção de combustível este motor será ainda mais potente. Segundo um dos mentores deste projecto, Alan Stote, um dos responsáveis da Red Triangle, os objectivos da empresa passam por dar assistência aos veículos já construídos anteriormente, e reeditar modelos que outrora fizeram parte do catálogo da Alvis.
Trata-se de um BMW 3.0 CSi de 1972, e foi totalmente restaurado no departamento de restauros de veículos clássicos da BMW, uma espécie de unidade de rejuvenescimento. A entrega ao seu proprietário decorreu no centro de entregas da BMW Welt, unidade mais habituada a ver saírem das suas portas veículos novos.
O restauro compreendeu ainda a substituição da caixa de velocidades manual por uma automática, por exigência do proprietário. Foram efectuados trabalhos de reparação da carroceria que se encontrava em adiantado estado de degradação bem como a limpeza de outras maleitas mecânicas e electrónicas como seria de esperar de um carro com quase quatro décadas de existência. O trabalho de restauro demorou meses de pesquisa e produção de algumas peças específicas, mas o resultado é que o proprietário se encontra totalmente satisfeito com o trabalho irrepreensível levado a cabo pelos técnicos da marca alemã especializados em restauro.
Contando com um elenco de pilotos de luxo, as 12h de Sebring podem agora ser vistas num vídeo de 22minutos colocado na internet através da State Library and Archives of Florida. De Mario Andretti a Jo Siffert, passando por Pedro Rodriguez,Dan Gurney, Henri Pescarolo, e a estrela de Hollywoood: Steve McQueen, que pilotoou o seu Porsche 908 juntamente com o conhecido Peter Revson apesar de ter fracturado o seu pé esquerdo num casting na altura da ealização da corrida. Estávamos a 12 de Março de 1970, em Sebring, no estado veraneante da Florida.
A luta épica entre os Gulf- Porsche 917 e os Ferrari 512 liderados por Mario Andretti. Quarenta anos depois de ter caído a bandeira xadrez sobre aquela pista, as emoções continuam a ser levadas ao rubro mesmo os que conhecem o desfecho do filme.
[FONTE: State Library and Archives of Florida]
Depois de no ano passado a Audi ter celebrado o seu centenário reservando para si o ‘pórtico’ do Festival of Speed de Goodwood (Inglaterra) elevando no enorme cenário em frente à impressionante mansão um Auto Union de1937 numa ponta e na outra um R8 V10, este ano foi a Alfa Romeo.
Como símbolo, ou até mesmo bolo, de aniversário a marca de Arese, cujo símbolo na competição foi durante largos anos o trevo verde de quatro folhas (o Quadrifoglio Verde que chegou a ser denominação comercial dos modelos mais desportivos da marca nos anos 80 e 90), escolheu uma escultura desenhada por Gerry Judah em que figuram um Alfa Romeo P2 à esquerda (um de dois exemplares ainda existentes a nível mundial) que venceu o Campeonato do Mundo de Grandes Prémios de 1925 (a predecessora da F1), e à direita um 8C Competizione.
Se é um coleccionador de carros que foram pertença de alguma família real,esta notícia é para si. O Rolls Royce Silver Ghost de 1914 que foi pertença de Nicolau II, o último czar do imenso império russo vai ser leiloado.
Pintado em cor púrpura originalmente, cor que ainda conserva, este carro histórico era o favorito do Czar, e encontra-se actualmente na Alemanha onde será leiloado com uma base de licitação de 6 milhões de euros. Como qualquer Rolls Royce da época o carro foi acabado de acordo com as preferências do proprietário, e assim sendo, Nicolau II optou por incrustações em chaapa niquelada, um tubo de comunicação entre os passageiros e o compartimento independente do motorista e todo o acabamento a nível de interiores foi efectuado pela Barker, um prestigiado carroçador da época. O carro foi produzido uma década após Henry Royce ter produzido o primeiro exemplar, tendo 6 anos mais tarde transitado para as mãos do empresário John Ringling da Ringling Bros, tendo depois disso sido adquirido por um museu de carros clássicos onde foi exibido durante bastante tempo ao lado do Mercedes SSK de Adolf Hitler, de onde foi resgatado por um coleccionador egoísta que o escondeu por mais de uma vintena de anos num bunker subterrâneo.
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O arrojado desenho desta criação da Lamborghini tornou-a num ícone para muitos e num automóvel desprezável para outros. Partindo da inspiração conseguida em dois concept-cars de assinatura Bertone de 1967: o Jaguar Pirana e o Lamborghini Marzal. Se do primeiro os traços gerais ainda divergem do modelo final, do segundo podemos afirmar que se trata da aproximação mais exacta. Com uma carroceria estilo coupé com 2+2 lugares, e com o grande vidro traseiro abaixo da linha de cintura para permitir uma visibilidade melhorada e dotado de portas de abertura em asa de gaivota (Gullwing).
O estilo, foi considerado demasiado agressivo para a época do seu lançamento, e no que diz respeito à motorização a escolha recaiu sobre o 4.0L DOHC V-12, que produzia 325 cv de potência no seu ano de lançamento: 1968. Ao contrário dos motores dos modelos 400Gt e Miura comercializados na época, a equipa responsável pela concepção teve de introduzir algumas alterações na disposição dos carburadores Weber de forma a que o grande V12 coubesse debaixo do capot dianteiro do coupé italiano.Relativamente a transmissões, este modelo estava equipado com uma caixa manual de 5 velocidades e mais tarde foi disponibilizada uma versão automática de origem Chrysler.
Relativamente a prestações, dos 0 aos 100 km/h eram necessários 7,8segundos, e a velocidade máxima de 225km/h. Em termos de travagem o Espada tinha já travões de disco ás 4 rodas, e durante a década em que foi produzido (de 1968 a 1978) viriam a ser produzidas 1215 unidades, das quais algumas receberiam um upgrade em termos de potência na ordem dos 25cv, e outras importadas para os Estados Unidos que foram obrigadas a estar equipadas com pára choques de grandes dimensões revestidos a borracha o que desvirtualizava em muito a natureza estética deste modelo devido à legislação norte americana para homologação de viaturas.
Muitas vezes questiona-mo-nos sobre quem será o maior coleccionador de automóveis mundial. Falecido há uma década, o norte americano Harold E. LeMay detém esse título, com a sua colecção de mais de 3000 clássicos. As preciosidades incluem um Abadal Buick de 1916 até um cinematográfico DeLorean DMC12 (um carro revolucionário e que se revelou um fracasso em termos comerciais, excepto o seu sucesso em termos mediáticos conseguido com a projecção alcançada na saga Regresso ao Futuro com Michael J. Fox). Antes da sua morte, LeMay, constituiu uma Fundação com fins não lucrativos com o principal objectivo de construir um museu onde a sua colecção pudesse ser alojada e exibida ao público com o objectivo de educar e mostrar a evolução ao longo dos tempos aos seus visitantes.
A ideia de LeMay para terminar com os armazéns onde guardava os seus automóveis, e que assim se encontravam dispersos geograficamente foi de construir uma estrutura sobre um arco massivo de aço e vidro desenhado por Alan Grant. Após mais de uma década de angariação de fundos através da viúva do coleccionador e alguns fundos dos governos estatais e locais, o Museu Americano do Automóvel finalmente arrancou, com um custo estimado de 100milhões de dólares quando concluído, será dinamizado com múltiplas actividades educativas como pode ser constatado através do site de internet do LeMay Museum.
Harold LeMay (1919-2000), foi um bem sucedido empresário ligado à indústria do lixo e das sucatas em Tacoma (Washington). Desde cedo se interessou por coleccionar automóveis, paixão que foi desenvolvendo ao longo dos anos em conjunto com a sua viúva Nancy, e todos os anos abriam no último sábado de Agosto as portas da sua propriedade para exibirem ao público a sua fantástica colecção. Em 1996, Harold LeMay viu ser-lhe atribuído o galardão do Guiness já que as suas 3000 viaturas constituíam um motivo para um recorde - o da maior colecção privada do mundo.